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O que é plano de carreira? Veja como montá-lo

Criado em: 29 de dezembro de 2020Atualizado em: 27 de maio de 2022Categorias: Gestão6 min de leitura

Toda empresa precisa fazer uma boa gestão de pessoas e, para isso, tem que saber como atrair profissionais talentosos, além de estimulá-los e retê-los. Para que isso seja feito com êxito, é necessário contar com algumas ferramentas, por exemplo: o plano de carreira.

Um bom plano de carreira passa uma mensagem interessante aos talentos, do tipo “aqui, você pode crescer e construir uma ótima carreira”. Isso garante que os profissionais fiquem mais entusiasmados para entregar resultados fora da curva e continuar na empresa.

Nos tópicos seguintes, explicaremos minuciosamente o que é plano de carreira e como você pode montá-lo no seu empreendimento. Portanto, continue sua leitura com atenção.

Afinal, o que é plano de carreira?

Quase todo profissional deseja ter uma boa carreira. Ele não pensa em passar muitos anos no mesmo cargo, ganhando a mesma coisa e sob a mesma liderança. Quer crescer, ter novas responsabilidades e encarar novos desafios. Como promover isso, então?

O plano de carreira é a melhor resposta. Pense nesse plano como um programa elaborado para definir o percurso que cada profissional pode percorrer dentro da empresa, permitindo o alcance de cargos mais elevados e remunerações mais atraentes no longo prazo.

Há dois tipos de plano de carreira: um em Y e outro, em W.

O plano de carreira em Y (veja a silhueta da letra) refere-se a uma espécie de funil, no qual o talento se aprofunda em uma área. Na área financeira, por exemplo, o talento pode começar como auxiliar geral e se especializar até se tornar analista de investimentos variáveis.

O plano de carreira em W (que também é uma alusão à silhueta, como um zig zag) refere-se a uma carreira mais difusa, que passa por diferentes áreas dentro da empresa. Nesse caso, ao invés de especialista, o talento está sendo preparado para assumir cargos gerenciais.

Como elaborar um bom plano de carreira?

Não é tão fácil elaborar um bom plano de carreira. O motivo: é preciso conciliar interesses da empresa e dos colaboradores, estimulando-os a seguir na mesma direção. O problema é que alguns interesses parecem conflitantes. O talento quer uma remuneração superior e a empresa melhores margens líquidas. Como fazer isso então? É o que explicamos adiante.

Associe os objetivos da empresa e dos talentos

Primeiro, o plano de carreira deve ter um propósito muito claro. Ele não existe por existir, nem mesmo para deixar a gestão de pessoas mais interessante. É preciso que estabeleça metas claras para esse programa, conciliando interesses da empresa e dos talentos.

Algumas metas potenciais são:

  1. reduzir a rotatividade dos profissionais;
  2. mitigar custos com processos demissionais e judiciais;
  3. aumentar o nível de satisfação dos talentos;
  4. estimular um clima de meritocracia;
  5. estabelecer a visão de que é possível crescer na empresa.

O plano de carreira deve ser arquitetado à luz desses objetivos (ou das metas que você atribuir no caso). Caso eles não sejam alcançados, o programa pode estar falhando.

Portanto, reúna-se com a alta administração da empresa e selecione um conjunto de objetivos que devem ser alcançados com o programa, em torno de 4 ou 6. Esses objetivos devem interessar à empresa e aos talentos, gerando benefícios para ambas as partes.

Fragmente cada cargo em diferentes níveis

Definidos os objetivos, é hora de começar a desenhar o plano de carreira dos profissionais. Você vai notar que nem sempre é possível promover um talento para o cargo de gerente ou especialista desejado; afinal de contas, não existem tantos cargos assim na empresa.

Logo, uma ótima estratégia para oferecer uma noção de movimento para os atuais cargos e gerar estímulo é fragmentá-los em diferentes níveis. O mais natural é que se use três:

  1. júnior: para profissionais iniciantes, com 1 ou 2 anos de experiência;
  2. pleno: para colaboradores com mais de 2 anos de experiência;
  3. sênior: no caso de profissionais maduros, com mais de 5 anos de experiência.

Um analista de dados, então, poderia começar como júnior, seguir para o nível pleno e alguns anos depois chegar ao sênior. Esse progresso oferece uma noção clara de progresso e, quando acompanhado de mais responsabilidades e benefícios, gera entusiasmo.

A estimativa de 1 até 5 anos para chegar ao nível sênior é só uma média. O tempo pode variar de acordo com cada cargo. Para um auxiliar de vendas, pode ser menos que isso; já para um diretor, pode ser bem mais — 10 anos, talvez. É necessário estudar cada cargo.

Estabeleça as metas para progredir na carreira

O “tempo de casa” é um atributo importante, mas também é interessante considerar outros fatores. Por exemplo: o profissional deve ser assíduo ao trabalho? Tem que atingir as metas estabelecidas? Precisa ter algum índice de produtividade diária?

Nesse caso, é interessante que os colaboradores entendam que não basta ficar na empresa para receber uma promoção, é necessário entregar resultados. No entanto, é imprescindível que tais resultados sejam claros, todos devem entender o que fazer para ser promovido.

Caso a comunicação falhe e as metas adicionais para progredir na carreira não sejam bem explicadas, os profissionais podem se sentir injustiçados. Logo, o efeito do plano de carreira poderá ser justamente o oposto do desejado, promovendo turnover.

Construa seu primeiro case de sucesso

Se você já definiu o objetivo do plano, fragmentou os cargos e determinou metas, temos uma última dica: construa seu case de sucesso. O case é um primeiro exemplo de como o plano de carreira vai funcionar, permitindo que um profissional talentoso chegue até o topo.

Esse será um profissional modelo, que entregou bons resultados e foi recompensado — em termos de carreira e salário — por isso. Desse modo, poderá mostrar aos atuais empregados que não está “brincando”, é sério. Bons profissionais podem crescer na empresa.

Quais resultados podem ser esperados?

Como dito, são muitos os resultados. Em primeira ordem, os profissionais talentosos podem ficar mais entusiasmados, afinal, sabem que seu esforço será recompensado com uma boa carreira. Isso também promove mais engajamento e alinhamento diário.

Em segunda ordem, a empresa tem uma série de vantagens: pode alcançar um maior nível de retenção dos seus talentos, um melhor clima organizacional e um maior nível de entrega (produtividade) diária. Isso garante que a companhia seja mais competitiva no mercado.

Veja, agora você está por dentro do tema. Lembre-se de que o plano de carreira é um programa que permite que os talentos cresçam dentro da empresa, atingindo cargos e salários mais elevados. Para tanto, é imprescindível conciliar os objetivos da empresa e dos funcionários, fragmentar os atuais cargos e definir boas metas. No fim, todos são beneficiados.

Gostou do nosso artigo, não é mesmo? Aproveite para continuar aprendendo conosco: descubra o que é roteirização, como fazê-la e quais são os benefícios. Vamos lá!

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